sexta-feira, 13 de julho de 2012

O cliente multicanal.

Por Nielsen Brasil.
Onde você compra xampu? E os ingredientes para um jantar especial? As compras do mês, você faz no hipermercado? Ou, para economizar, prefere o 'atacarejo'? As opções de canais de compra são muitas, e o consumidor não precisa escolher uma só, pelo contrário. Por essas razões que atualmente o consumidor é considerado multicanal.
O desenvolvimento econômico e social vivenciado nos últimos anos gerou grandes transformações nos hábitos de compra do brasileiro. A estabilidade da inflação fez com o consumidor deixasse de depender das "compras do mês" e, dessa forma, hoje pode comprar produtos à medida que necessita deles, em qualquer canal de venda.
Forças relacionadas ao contexto do consumidor, como a ascensão social, a urbanização e o papel da mulher na sociedade e no mercado de trabalho, incentivaram as mudanças no comportamento dos compradores. As transformações geradas por esses fatores abriram espaço para o desenvolvimento e fortalecimento de outros formatos de lojas no país. Por exemplo, as vendas no Canal Farma cresceram 315 pontos no último ano, enquanto os autoserviços, com mais cinco check-outs, cresceram 125, segundo levantamentos da Nielsen Brasil.
De acordo com Lenita Vargas, gerente de atendimento ao varejo na Nielsen Brasil, os fatores relacionados à vida urbana e às mulheres que cumprem jornada de trabalho e cuidam do lar, modificam intensamente as necessidades dos consumidores. "Eles valorizam atributos como conveniência e praticidade, devido à falta de tempo no cotidiano", afirma.
Com isso, os supermercados de bairro começam a ganhar relevância, por ter a conveniência de estar próximo de casa. "Nesses canais é possível tanto repor um produto de necessidade básica, quanto encontrar ingredientes especiais para um almoço de domingo", explica Lenita. 
O maior poder de compra, dado pela ascensão social e aumento do poder aquisitivo, também conferiu aos brasileiros um melhor aproveitamento das propostas de diferentes formatos de lojas. É o caso do atacarejo, expressão utilizada para lojas de atacado que o consumidor comum, do varejo, está frequentando. Nesse canal é possível comprar em maior quantidade, pagando menos.
Para os varejistas, a maior mudanças é a concorrência, que deixa de ser entre os mesmos formatos de lojas e passa a ser entre todos os canais de vendas. Para sair na frente nessa competição diversificada, é preciso conhecer o seu consumidor e suas diferentes missões de compra. "Com isso, o varejista deve definir e comunicar, claramente, qual é a sua proposta de diferenciação, frente aos concorrentes, e quais necessidades do consumidor serão atendidos nessa loja", sugere Lenita.
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