quarta-feira, 29 de maio de 2013

China poderá cobrar impostos sobre bens de luxo.

Os planos da China em liderar como maior mercado de luxo do mundo pode sofrer com um obstáculo que nós brasileiros conhecemos muito bem. Foi publicado no site do Governo Central na última sexta-feira, um conjunto de diretrizes que afetam o mercado com tributos incidentes sobre a maioria dos bens de luxo. Estes impostos foram previstos para ser apresentados como parte dos esforços do país para impulsionar a sua reforma econômica.  
Os artigos de luxo importados pela China estão sujeitos a três impostos: tarifas aduaneiras que vão do mínimo de 4,4% até o máximo de 60%; imposto sobre o valor agregado de 17% e a taxa sobre consumo que atinge um pico de 30%.
Segundo Kong Jingyuan, o diretor-geral do Desenvolvimento Nacional e Comissão de Reforma, “levando em consideração o aumento dos níveis de renda nacional, alguns produtos que costumavam ser considerados como bens de luxo, agora são vistos como necessidades diárias e, portanto, não serão tributados como produtos de luxo; mas ao mesmo tempo, carros de luxo e iates que têm se tornado mais comum nos últimos anos estarão sujeitos a impostos”.
Será que a China está preparada para crescer a passos curtos devido aos altos impostos de importação e tarifas que incidem sobre o luxo? Para um país que tem acumulado títulos como o segundo maior mercado de luxo e liderando os mercados de automóveis de luxo, ouro e relógios de luxo com certeza isso pesará sobre a economia do país. Não é por acaso que muitos consumidores chineses de classes mais abastadas adquirem bens de luxo no exterior para driblar os impostos de importação. 
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