sexta-feira, 23 de novembro de 2012

O futuro já chegou. Sua empresa está preparada?

Por Olegário Araujo - diretor de atendimento ao varejo da Nielsen.
O Brasil vem passando por profundas transformações demográficas, socioeconômicas e tecnológicas que, consequentemente, fizeram emergir novas necessidades, desejos e aspirações que estavam latentes. E hoje, essas mudanças têm impacto direto com as expectativas e comportamentos de compra/consumo do shopper/consumidor. Além, disso, estão diretamente relacionadas com as quatro forças elementares que são Praticidade, Faz Bem, Sofisticação e Indulgência.
O consumidor/shopper que emerge dessa transformação, é multicanal, multimídia e possui múltiplas experiências de compra. Ele está mais informado, mais exigente e com menos tempo. E nesse cenário, as drogarias, em especial as redes, estão conseguindo atender este novo consumidor, já que o canal cresceu três vezes mais que todos os demais, na comparação de 2011 com 2010.
Nas drogarias, o consumidor encontrou a praticidade e conveniência, pois é um local associado ao bem estar e cuidados pessoais. E ainda tem no sortimento produtos de alto valor agregado e o permite se presentear com produtos diferenciados.

Um ambiente mais complexo e incerto.
Como o consumidor muda seus hábitos de compra, consequentemente o ambiente competitivo do varejo, a economia e tecnologia também passam por transformações que impactarão o negócio de forma mais intensa e em alta velocidade. Em suma, operar o negócio ficará mais complexo, mais competitivo e com impacto direto na rentabilidade.
Este cenário exigirá um bom planejamento que integre estratégia, pessoas e operação de maneira simples e que ao mesmo tempo permita ajustes rápidos na execução. Para atuar neste contexto, surge a necessidade de se fazer cinco perguntas essenciais (desenvolvidas por Peter F. Drucker):
1- Qual é a nossa missão?
2 - Quem é o nosso cliente?
3 - O que o cliente valoriza?
4 - Quais são nossos resultados?
5 - Qual é o nosso plano?

A necessidade de uma visão holística
Neste processo de revisão do negócio, a análise não deve ficar restrita a concorrência entre as drogarias. É preciso ter uma visão do consumidor/shopper em suas diferentes ocasiões de compra. Aliás, para o consumidor, o que menos importa é o canal, mas sim o ponto de venda que atenda as suas necessidades, desejos e aspirações. Vai ser o lugar que lhe proporcionar, levando em conta a sua missão de compra, a melhor experiência.
Cabe reforçar que este consumidor compra a mesma categoria em canais diferentes (supermercados, drogarias, lojas de perfumaria, porta-a-porta, atacado, internet), o que lhe proporciona diferentes experiências de compra. Portanto, entendê-lo dentro de uma visão holística, permitirá definir melhor o público alvo de sua loja e/ou diferentes formatos de loja e desta forma se diferenciar neste ambiente competitivo.
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