sexta-feira, 14 de setembro de 2012

A sofisticação do consumo no Brasil

Por @nielsenbr

Virou notícia frequente ouvir que o Brasil está crescendo. A melhoria na distribuição de renda, maior participação da mulher no mercado de trabalho e a inserção do país no cenário mundial (destaque junto ao BRIC), favoreceu positivamente a construção da reputação brasileira. Consequentemente, esses fatores impactaram de forma positiva também o cenário do varejo no país.
Nesse cenário, a Nielsen classificou quatro fatores que estão impulsionando o comércio no país: saudabilidade, praticidade, indulgência e sofisticação. Mas um deles, em especial, mexou mais com os hábitos de compra do brasileiro:  a sofisticação. Esse vetor foi identificado porque houve migração nas vendas, onde as categorias mais básicas foram trocadas pelas mais valorizadas. Comparando o ano de 2011 contra 2010, o grupo de itens mais sofisticados cresceu 13% em valor contra um crescimento médio de 8,3% do total de categorias. 
Os segmentos de maior valor vêm se destacando em praticamente todas as categorias de produtos. “Não se trata de dizer que o brasileiro está migrando para segmentos premium, ou seja, comprando mais produtos de maior valor e de maior qualidade”, pondera o analista de mercado da Nielsen, Claudio Czarnobai. Segundo ele, o consumidor brasileiro está buscando itens com maior valor agregado e não necessariamente as marcas mais caras. “Obviamente, essa busca por qualidade gera, por consequência, a alta no desempenho das marcas premium. Mas não podemos confundir com busca por marcas mais caras, porque o brasileiro aprendeu também a identificar o que tem valor agregado. Prova disso são os demais vetores: saudabilidade e praticidade, por exemplo.”
 De acordo com o analista, a sofisticação envolve a busca por maior qualidade, menor impacto ambiental, boas práticas na fabricação, tecnologia de ponta, rotulagem com informação adequada, selos de origem e de qualidade, valorização da marca, entre outros fatores. “Com maior disponibilidade de renda e maior acesso das classes médias e baixas, notamos com clareza a migração do tipo de produto consumido”, comenta.
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