sexta-feira, 3 de agosto de 2012

O investidor brasileiro.

Por @nielsenbr

"Conservadores e desconfiados". Essas são as palavras que definem o perfil do investidor brasileiro, segundo um estudo global da Nielsen chamado "Atitudes de Investimento". Um dos dados que comprova esse comportamento é o fato de apenas 16% da população do país confiar em informações concedidas por conselheiros financeiros.
Globalmente, a confiança em especialistas financeiros é de 20%. Ela é vencida pela autoconfiança, que ao redor do mundo é de 49%. Depois disso, há a confiança em amigos e familiares e, nesse aspecto, a América Latina com um índice de 21%) é a região que mais confia em pessoas próximas para saber o que fazer com o dinheiro.
De toda a América Latina, o Brasil é o país que mais investe. No total, 13% dos latino-americanos afirmam investir, já no Brasil esse número sobe para 16%. "O país está à frente da região em virtude dos bons resultados econômicos atingidos nos últimos cinco anos", justifica Claudio Czarnobai, analista de mercado da Nielsen Brasil.
Porém, o investimento do brasileiro ainda fica muito concentrado na cartilha do banco, sem grande diversificação. De toda a população nacional, 42% respondem que guardam o dinheiro em fundos de investimento e 27% investem em ações.
O cenário apresenta uma oportunidade para a atividade econômica ser repensada. Com base, especialmente, nos baixos índices de confiança em conselheiros financeiros e na falta de hábito em investir em outros meios, além dos mais tradicionais (como moeda estrangeira, por exemplo), o setor deve batalhar para conquistar a confiança do consumidor.
De acordo com Czarnobai, a abordagem dos conselheiros não deve ser invasiva, pois pode deixar o assessorado desconfortável. "Ou ainda, o cliente pode pensar que o conselheiro financeiro vai indicar para ele não o melhor investimento, mas aquele que lhe dará o maior bônus", completa.
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