sexta-feira, 1 de junho de 2012

O poder das classes baixas

Por Nielsen Brasil.

Diante do atual cenário mundial, muito se tem falado que o Brasil é um dos países mais estáveis economicamente. Pode-se observar o crescimento da nação refletido no cotidiano dos brasileiros, nas pesquisas de mercado e no consumo. Um dos fatos que mais chamam a atenção é a ascenção das classes C, D e E, que assumem papel importante no consumo do país.
Hoje são essas classes que impulsionam o crescimento das mais diversas categorias, desde a mercearia doce e salgada até produtos de higiene e beleza. O aumento da renda e do acesso ao crédito, e a geração de mais empregos são os princípais fatores que colaboraram para o poder de consumo das classes mais baixas. "O cenário macroeconômico positivo traz para o consumo, de uma forma mais intensa, os níveis socioeconômicos médio e baixo, que antes tinham 'barreiras' para adquirir alguns produtos e serviços", diz Claudio Czarnobai, analista de mercado na Nielsen Brasil.
O momento é positivo. Mas como aproveitar essa ascensão?
"Os fabricantes e varejistas podem aproveitar de maneiras complementares entre si, cada um com um papel específico na cadeia de valor", sugere Czarnobai. Para os fabricantes a idéia é incentivar o consumo de produtos com maior valor agregado, gerando inovação e renovação nas categorias.
Um estratégia é apostar em alavancas táticas, que geram vantagem na percepção do consumidor. Essas alavancas podem ser embalagens econômicas, reduções de preço temporárias, promoções como "pague um, leve dois", entre outras. " Essas ações atraem o consumidor pela vantagem de maior valor, e a experimentação se torna repetição na compra dos itens", afirma o analista.
O varejo pode aproveitar a oportunidade para trabalhar cada vez mais com produtos de maior valor agregado e também prover serviços mais qualificados em suas lojas. "Aproveitar a tendência de qualificação do consumo é a grande dica para o varejo", aconselha. Outra estratégia é ter a seleção do melhor portfólio possível de produtos, visando aumentar o giro dos produtos e o tráfego nas lojas, e por fim gerar mais faturamento para o negócio.
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